Lição 19

 


 

 

 

 

 

 

 

O olhar

Quando falamos em público o olhar joga um papel fundamental.

É um excelente meio de conexão entre a pessoa que fala e o público.

O público gosta que a pessoa que fala lhe dirija o olhar.

O orador que não olha ao público da à impressão de ter medo ou de falta de interesse.

Quando olhamos ao público temos que tentar apresentar uma imagem aberta, agradável, otimista, sorridente.

A simpatia conquista o coração do público.

Ao subir num palanque o primeiro que temos que fazer é cumprimentar ao público, lhes olhando aos olhos.

Temos que tratar de abranger com o olhar toda a sala, enfocando as distintas partes (mas evitando olhar de um lado a outro como se fossemos a luz de um farol).

Em lugar de olhar difusamente à massa, temos que tratar de individualizar rostos concretos, movendo a mirada entre o público e fixando-a em pessoas determinadas, tratando de dar cobertura a todo o público.

Às vezes, de maneira inconsciente, cometemos um falho de dirigir o olhar perfeitamente numa zona determinada da sala (por exemplo, ao público que está sentado nas primeiras filas, ou na parte direita do auditório).

O resto do público pode chegar pensar que não lhe está dando atenção como se merece.

A vantagem de improvisar o discurso, utilizando notas de apoio, em lugar de ler-lo, nos torna muito mais fácil de olhar para o público.

Em todo caso, embora o discurso seja lido, temos que tratar de manter um contato visual com o público (a pessoa não pode concentrar-se na leitura e não levantar a vista do papel, pois resulta pouco elegante e o público terminaria desligando-se).

Nos momentos de silêncio temos que olhar ao público.

Permite intensificar a conexão “orador–audiência”.

Enquanto alguém forme uma pergunta se lhe dirigirá o olhar, mas quando se responda se deve olhar a todo o público (todos podem estar interessados em conhecer a resposta).