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Se nos referimos ao conceito do
“tempo”, vemos que o mesmo é
intrinsecamente relativo, umas vezes é rígido, e
outras vezes é elástico, e assim deambula pela
vida.
Como exemplo, podemos considerar as frases que utilizamos na vida diária: o tempo voa, o tempo para, o tempo passa, etc. No Modern Business Reports (MBR) se apresentam
as seguintes formas de considerar o tempo:
1.
O tempo como amo.
2. O tempo como inimigo. 3. O tempo como mistério. 4. O tempo como escravo. 5. O tempo como juiz. 6. O tempo como força neutral. Analisemos brevemente cada uma de estas formas de considerar o tempo: 1.
O
tempo como amo.
· Prender-se
a um horário predeterminado ainda quando não
cumprimos o mesmo em parte, para fazer algo que nos dê prazer
não ocasionaria uma conseqüência adversa. Um
executivo que assiste a uma convenção, por
exemplo, abandonou uma sessão na qual estava profundamente
interessado devido a que se estendeu além do tempo destinado
para a mesma, embora a sessão seguinte a qual tinha
programado assistir era de menos importância para ele. Outro
executivo se empenha em pegar o trem das 5:45 da manhã todos
os dias, embora para isto tenha que se estressar, em vez de ficar mais
tranqüilo e pegar descansadamente o trem das 5:44 ou o das
6:05.
Este
tipo de comportamento pode redundar em levar uma vida mais
fácil, devido ao fato que se tem menos decisões
que tomar. Ou a pessoa se libera de responsabilidades simplesmente
dizendo “não depende de mim, indica o
relógio”.
Mas o MBR estabelece que existem muitos inconvenientes nesta atitude com respeito ao tempo. Ao abdicar a responsabilidade das decisões que se apresentam minuto a minuto, a pessoa cria rígidas barreiras ao seu redor que servem como uma proteção contra possíveis confusões, inseguridades, incertezas e riscos; mas que também podem limitar as oportunidades no trato espontâneo entre pessoas, no aspecto pessoal e assim obstaculizar o desenvolvimento de descobrimentos maiores na profissão de cada um. Quando o tempo é o amo, os outros valores e objetivos ficam no segundo lugar. 2. O tempo como inimigo.
· Julgar a outras pessoas pela
eficiência no emprego do tempo mais que pela
eficácia na realização do trabalho.
Isto
é algo que acontece habitualmente em nossa vida cotidiana
com mais freqüência do que imaginamos. O MBR
expressa que quando a luta contra o tempo adquire um valor supremo, um
chefe tende, por exemplo, a valorar mais a um subordinado que
obtém resultados rápidos que a outro que analisa
mais profundamente até encontrar a
solução mais precisa. O mesmo chefe prefere a um
colega que dirige as reuniões no tempo preciso, mais que a
outro cujas reuniões são mais
flexíveis, independentemente dos resultados de umas e de
outras.
Considerar ao tempo como um inimigo tem seus prós e contras segundo o MBR. Uma vantagem de considerar ao tempo como a um inimigo é que se estimula o espírito de concorrência, que muitos pensam que é a chave do êxito. Outro atrativo é o impulso de vencer às forças naturais, primarias, das quais o tempo é nosso contacto imediato. O maior inconveniente em lutar contra o tempo é, por suposto, o inevitável do fracasso eventual. Mas, existem também conseqüências negativas imediatas. Quando a mente está quase constantemente em estado de guerra, poucas experiências, poucas relações, e até poucos logros e momentos felizes se podem apreciar em sua totalidade. Torna-se difícil viver no presente quando nossa mente está constantemente em estado de alerta se preparando para a próxima batalha. As satisfações são passageiras e a vida perde atrativo.
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