Lição 29

 


 

 

 

 

 

 

 

Crises

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Nos momentos de bonança o líder se deve preocupar de dar à empresa os meios adequados (humanos, tecnológicos, financeiros, etc.) para poder afrontar com sucesso situações delicadas que podem aparecer no futuro.

O êxito de uma organização em momentos de crises vai depender principalmente de contar com uma equipe unida, competente, preparada, capaz de fazer frente à situação.

Uma das principais obrigações do líder é se cercar de uma equipe de primeiro nível, que saiba reagir nos momentos de dificuldade.

Nestes momentos delicados não se pode admitir a menor divisão dentro da equipe. Em situações de crises a equipe tem que atuar como um grupo unido.

Por outra parte, o líder tem que olhar permanentemente à frente, isto lhe permitirá detectar com rapidez qualquer sinal que anuncie dificuldades.

Esta é uma variável critica: enquanto antes se afronte um problema, maiores serão as probabilidades de superá-lo com sucesso.

O líder é o timão da organização e se seu papel é importante em tempos normais, ainda é mais nos momentos de crises.

Aí é quando o líder tem que mostrar todo seu valor.

Em momentos de crises não podemos perder o tempo procurando desculpas, justificações, ou culpáveis: temos que procurar soluções; já teremos mais tempo mais adiante para analisar o acontecido.

Nestas situações de incerteza e preocupação, os empregados têm que perceber que o líder está à frente.

O líder deve se mostrar bem visível, deve mostrar de maneira ostensível ao quadro de pessoal que está à frente e que tudo está sobre controle (é fundamental dar a face, não se esconder).

O líder deve manter a calma e projetar uma imagem de serenidade, o que contribuirá em que a organização se tranqüilize e possa atuar de um modo mais eficiente.

O líder começará por avaliar a situação, com objetividade: tem que conhecer com precisão a realidade, por dura que esta seja.

É essencial dispor de uma informação completa e veraz o que lhe exige ir a suas fontes, e se isto requer passar dos níveis hierárquicos e contatar com a base da organização o líder deverá fazê-lo.

É importante falar com todos os níveis da empresa, reunir toda a informação possível.

Nos momentos de crises o líder tem que saber priorizar, saber diferenciar quais são as atuações prioritárias, por onde devemos começar.

O tempo é critico e temos que começar abordando os assuntos mais urgentes.

O líder tem que estar preparado para tomar decisões com rapidez.

Estas se levarão a prática imediatamente e se estabelecerá um sistema de seguimento e avaliação de seus resultados.

Nestes momentos pode estar em jogo o futuro da empresa, isto provoca que o líder tenha que enfrentar a decisões que possam exigir fortíssimos sacrifícios aos empregados (recorte de pessoal, baixada de salários, venda de parte do negocio, etc.).

O líder tem que ser capaz de tomar estas decisões, por dolorosas que sejam. De fato, se ocupa essa posição ao frente da empresa é para defender seus interesses.

É mais importante tomar uma decisão que afete negativamente à metade do pessoal, que não tomar medida nenhuma e que isto termine afetando a todo o pessoal.

Embora o líder não competi num concurso de popularidade, deve saber que se toma decisões dolorosas, mas entendíveis, razoáveis, de uma maneira justa e objetiva, sem realizar discriminações, ao final conseguirá ganhar ainda mais o respeito de sua gente.

Nestes momentos é fundamental atuar com a máxima transparência, tanto internamente como para fora de si.

O quadro de pessoal tem que saber o que está acontecendo, qual é a situação, quais são os perigos e que medidas se estão tomando.

Ocultar informação somente dá pé a rumores, a desconfianças, a exagerações, a temores. É muito difícil pedir-lhe ao pessoal que se envolva para tirar a empresa para adiante quando desconhece qual é sua situação.

Se a direção oculta informação e posteriormente esta sai a reluzir, a equipe diretiva perderá imediatamente toda credibilidade (muito difícil de recuperar).

É muito importante ir comunicando ao pessoal os pequenos avances que se vão logrando, pois isto contribui a elevar a moral da organização.

Superada a crises, o líder deve realizar um analises crítico para conhecer com exatidão e o acontecido: a origem dá crises, se esta foi devida a uma falha interna, se podíamos ter-la previsto ou evitado, se a organização estava preparada, se soubemos reagir adequadamente, quais foram os resultados, etc.

O objetivo deste analise é tirar conclusões (aprendizagem) com vista ao futuro.

Se algum membro da equipe não esteve à altura das circunstancias, o líder deve exigir responsabilidades.

Também e o momento de agradecer ao pessoal o esforço realizado, de comunicar que a crises foi superada e explicar que o futuro da empresa esta novamente despejado.