Lição 13ª

 


 

 

 

 

 

Pintando o rosto (3)

Agora vem a parte mais complicada, mas também a mais gratificante, já que se o fazemos corretamente obteremos um rosto com expressão e vida. Os passos são os seguintes:

1. Voltamos a cobrir todo rosto e pescoço com a mistura que fizemos no ponto anterior.

2. Voltamos a retirar o excesso. Já não parece uma película de cor carne.

3. Com o pincel 10/0 colocamos terra queimada na raiz do cabelo. Veremos uma linha escura que separará o cabelo do rosto. Esta linha deve ficar reduzida ao mínimo, que forme uma pequena sombra. Isso se faz fundindo a pintura terra queimada para parte do interior do rosto com o pincel 10/0. Este FUNDIDO o que faz é misturar a cor escura com a mais clara do rosto, mas de tal forma que não tenha saltos bruscos da cor, senão que se veja bem natural.

4. Se colocamos a cabeça debaixo de uma luz veremos quais são as partes do rosto que têm sombras e quais têm partes claras. Teremos que conseguir com o óleo este efeito. Para isso:

4.1. Colocamos um pouco de terra queimada nas órbitas dos olhos, nos lóbulos do nariz, no interior e nas orelhas e entre o lábio inferior e queixo. Também nas marcas que baixam do nariz para parte dos lados da boca. Igualmente com a linha indicada da raiz do cabelo, aqui também fazemos o fundido, para que só fique uma sombra tênue.

Agora o rosto se vê com algumas partes mais escuras que outras.

4.2. Procedemos a clarear o rosto, seguindo as linhas da mesma e o anteriormente indicado de colocar a cabeça debaixo de uma luz. Para isso molhamos o pincel 10/0 com a pintura base aclarada com bastante branco, e colocamos pontinhos dessa mistura na testa, no nariz, no lábio superior, na maçã do rosto e queixo. Voltamos a fundir, de maneira que se aclarem estas partes e que a transição com a cor mais escura que se conseguiu no ponto anterior seja suave e natural.

4.3. A partir daqui clareamos ou escurecemos o rosto, realizando sempre fundidos, até que nos fique um rosto natural, com claros e escuros, mas que se note com força e seja natural.

4.4. Pintando os olhos. Deixamos secar a cabeça toda a noite. No dia seguinte com óleo branco pintamos o interior dos olhos, com muito cuidado pra que não saia. Caso de que o faça fundimos com o rosto e seguimos. Deixamos secar. Umas horas mais tarde e com muito cuidado com o pincel 10/0 colocamos um ponto no interior dos olhos, para pintar a íris (a cor pode ser castanho médio, azul, verde, negro). Trata-se que o ponto esteja centrado em ambos os olhos e que fique interior, sem sair ao exterior.

4.5. Pintando o cabelo. Escolhemos a cor que queiramos (loiro, preto, etc.) e o colocamos sobre o cabelo, com cuidado de não cobrir a linha que pintamos em primeiro lugar. Aclaramos em algumas partes e fundimos.

Com isso, deixamos secar a cabeça até o seguinte. Os brilhos que ficaram deverão ir desaparecendo à medida que se seque a pintura. Podemos inclusive fazer com que o rosto fique mais real, se pintamos uma pequena barba (com um pouco de pintura de cor cinza e fundindo) ou corar um pouco a maçã do rosto e fundir. Ao seu critério. O importante é que a cor do rosto esteja em consonância com o ambiente em que se move a figura (que não fique esbranquiçado se o soldado está lutando no deserto, porque senão os que o vejam dirão: bonito, mas o rosto...). E não teremos que dar explicações de que o soldado acabava de chegar ao deserto...

Um rosto bem pintado vai dar vida a nossa figura. Com os olhos ou a cor incorreta nos arruinaria a obra, porque todo o mundo presta atenção nisso. Na fotografia que vemos a continuação, se vê bem como fica o rosto da figura, já terminada, com o boné e o casaco. Tem vida.